sábado, 31 de dezembro de 2011

Resolução 2008 - 2011

1- Já me encontrei e gosto muito de mim mesma.
2 - já sou uma pessoa muito melhor.
3- É bom estar em equilíbro.
4 - Sei o que quero.
5 - Estou a terminar a tesse e isso está a dar-me muito prazer.
6- Sou muito feliz com o Tobias Caramelo e cada dia que passa faço-o mais feliz.
7 - sou muito boa amiga e estou sempre disponível para os amigos.
8 - Sou uma boa filha e uma boa neta.
9- Ligo cada vez menos a bens materiais.
10 - Sou a pessoa mais feliz do Mundo.

Veneza, 27 de Agosto de 2011


Está na hora de mudar esta resolução... Bom 2012!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Tenho saudades tuas, vó


Lembro-me quando me fazias chá de folha de laranjeira quando estava doente.

Não sei se é fruto da minha imaginação de tantas vezes ouvir contar, mas acho que me lembro de quando viravas o alquer e me punhas lá dentro. Depois empurravas pela cozinha até entrar uma colherada de sopa de novo na minha boca.

Lembro-me de estar contigo a aprender a dar “estalinhos” nos melões e nas melancias para fazermos a escolha certa.

Lembro-me de esconderes comigo rebuçados para dar-mos à nossa guitinha (a ovelha).

Lembro-me de dançar contigo músicas que cantarolávamos, pela varanda fora.

Gostava de procurar nos bolsos da tua bata um doce. Por lá existia sempre um amendoim, um rebuçado ou uma língua de gato.

Lembro-me como eras forte. Eras a mulher que trazia para casa o feixe de caruma maior e o saco com mais pinhas.

Lembro-me de como eras vaidosa. Sempre a olhar para o espelho e a espalhar perfume.

Lembro-me quando dizias a mim e à Marta para ter-mos cuidado com os “Pêssegos” na discoteca. Nem muitos maduros nem muito verdes.

Lembro-me do aconchego de chegar a casa de fim de semana e ter sempre à espera a sopa de couves com feijão ou a sopa de massa com feijão. Então quando fazias cozinha fervida…

Lembro-me de voltar de fim de semana e tu teres sempre uma notita escondida para me dares.

Lembro-me de todo o amor e cuidado que tinhas por mim.

Lembro-me de adorares ficar na conversa com a vizinha, o padeiro, o homem da fruta, com toda a gente.

Lembro-me dos cuidados que tinhas com o nosso Bobi e do desgosto que tiveste quando ele partiu.

Lembro-me da estima que tinhas pelo Gutchi e do quanto ficavas encavacada quando o vias.

 Lembro-me de estarmos as duas na horta a regar, com os pés metidos na água da vala.

Lembro-me de me aninhar no teu colo.

Lembro-me de aqueceres com as tuas mãos os meus pés gelados.

Lembro-me o quanto eras teimosa e o quanto sou parecida contigo.

Lembro-me de adormeceres ao lume e de quase caíres para cima dele.

Lembro-me de ficares nervosa, de ficares com dores no peito e de dizeres inúmeras vezes que ias morrer.

Lembro-me que dizias que gostavas de me ver casada e com netos.

Lembro-me de ficares doente.
Lembro-me de dizeres que não querias morrer.
Lembro-me de bateres com as mãos na cama do hospital, a pedires para te levarem para casa.
Lembro-me da nossa última noite juntas.
Lembro-me da tua mão quente.
Lembro-me das palavras que te disse. Sei que as ouviste. Vi uma lágrima no teu olho verde.
Lembro-me que esperaste por mim.
Lembro-me da tua mão fria…

… é tão bom quando sinto o teu frio ao meu lado.

Tenho tantas saudades tuas, vó!



segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Oração Celta

Que o caminho seja brando a teus pés,
O vento sopre leve em teus ombros.
Que o sol brilhe cálido sobre tua face,
As chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja,
que os Deuses te guardem nas palmas de Suas mãos~

Que a estrada abra à tua frente,
que o vento sopre levemente em tuas costas,
que o sol brilhe morno e suave em tua face,
que a chuva caia de mansinho em teus campos.
E até que nos encontremos de novo...
Que os Deuses te guardem nas palmas de Suas mãos.

Que as gotas da chuva molhem suavemente o teu rosto,
que o vento suave refresque teu espírito,
que o sol ilumine teu coração,
que as tarefas do dia não sejam um peso nos teus ombros,
e que os Deuses te envolvam num manto de amor."

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

(Pequenos) Grandes prazeres

Hoje tive três pequenos grandes prazeres que me revigoraram a alma.

O primeiro, foi o almoço da escola com pessoas com as quais não costumo privar e que foram uma verdadeira surpresa.

O segundo foi falar mal da namorada do meu ex ("...magricelas... insuportavel...miúda mesmo insuportável... muito nariz empinado e cheia de ai n me toques... não deve ser grande coisa... é uma sonsa mal encarada e com olheiras piores que as minhas... com a cara cheia de base pegajosa..."). Nunca pensei que fosse tão bom para levantar o ânimo. Não me sinto nada mal do corte e costura... ela deve dizer muito pior.

O terceiro foi a aula do body balance. A minha alma dançou e inspirou-se em todos os segundos.

É bom Viver, não é?


domingo, 18 de dezembro de 2011

Coelho Branco

Hoje, sentada naquele confortável sofá numa atmosfera familiar junto das pessoas que mais me dizem à alma e ao coração, não pude deixar de pensar no excerto que o Zé escolheu e publicou no seu blog  http://rabiscosincertossaltoemceuaberto.blogspot.com/

"A separação não existe, é ilusória, pois enquanto os nossos corpos dormem, os nossos espíritos encontram-se, as nossas almas comunicam-se sem barreiras, sem bloqueios. Podemos amar-nos espiritualmente, sem a necessidade de contacto físico. Esse é o verdadeiro amor.
em Alma Gémea - Dulce Regina"
Estou indecisa se acredito ou não neste pensamento. Existem momentos que não acredito mas hoje senti que sim. A tranquilidade intensificou-se quando percebi  que se for "o verdadeiro amor", a outra pessoa acredita e sente o mesmo. Porque há amores e... há o AMOR.

sábado, 17 de dezembro de 2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

... que o tempo passe a correr e que a alegria invada o meu coração!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ao abrir o livro li...

"O segredo da felicidade é simples: descobre o que gostas realmente de fazer e, depois, canaliza todas as tuas energias nesse sentido. Assim que o fizeres, terás uma vida rica e todos os teus desejos se concretizarão fácil e graciosamente."

O Monge que vendeu o seu ferrari, Robin S. Sharma

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

É isto o amor?

Mais uma vez, ele acabou a noite ao telefone com quem?

Para ouvir com atenção

Algo de muito errado se passa com os valores que regem a sociedade, o mundo, as nossas vidas... Para onde caminhamos?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Tempos de crise

Depois de ouvir o nosso Primeiro Ministro só me apetece voltar para as férias...

Sooama Parque (Estónia)
É impossível não sentir serenidade neste local.

Como é impossível voltar às férias do passado, tenho que pensar nas do futuro... Mas sendo funcionário pública... Será que vou conseguir ir aqui?


Tailândia... Vou ter de ser muito poupadinha! Sem subsídio de Natal e de férias! São sempre os funcionários públicos a pagar.
Por agora vou ler o meu Buda... sábado irei à manifestação.



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Pensa em três momentos...

- Um momento que te tenhas sentido realizada
- Um momento de puro prazer
- Um momento num local que te ponha tranquila.

Memoriza estes três pensamentos. Em alturas menos boas, respira fundo e transporta a tua alma para esses momentos. Tudo te vai parecer mais possível.

Ficas com mais energia positiva.

O Monge que Vendeu o Seu Ferrari

Porque já muitas pessoas me falaram deste livro. Porque hoje precisava de um mimo...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Porque hoje tocou no meu carro...

Há uma voz de sempre,
Que chama por mim.
Para que eu lembre,
Que a noite tem fim.
Ainda procuro,
Por quem não esqueci.
Em nome de um sonho,
Em nome de ti.
Procuro à noite,
Um sinal de ti.
Espero à noite,
Por quem não esqueci.
Eu peço à noite,
Um sinal de ti.
Quem eu não esqueci...
Por sinais perdidos,
Espero em vão.
Por tempos antigos,
Por uma canção.
Ainda procuro,
Por quem não esqueci.
Por quem já não volta,
Por quem eu perdi.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago

Muito poderoso este livro. Até assustador!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

"O Caminho"

Os 120 km percorridos até Santiago foram das melhores experiências que já tive até hoje. É verdade que ainda não viajei muito, mas já tenho alguns km percorridos e uns carimbos no passaporte. A magia é única…

No início não percebia a razão pela qual, os que não estavam a fazer o caminho pela 1.ª vez, tratavam o caminho como uma Entidade… “O Caminho”. No final percebi.

Não consigo descrever o que foi nascendo dentro de mim à medida que caminhava cada km, cada hora, cada dia, cada troço. O percurso é lindo, os albergues são limpos, as pessoas com que nos cruzamos são únicas, os momentos de reflexão são sólidos… Percebemos de uma forma mais nítida que nada, mas mesmo nada, acontece por acaso. Ao final do dia sentimos que somos mais fortes, que conseguimos vencer mais uma etapa. Temos mais força para vencer os obstáculos da vida.

Conheci tantas pessoas. Que bom conhecer pessoas tão diferentes. O ateu, o cozinheiro, o desempregado, a funcionária do Ikea, o Espanhol com vocação para padre, a Italiana que gastou o dinheiro da faculdade a fazer voluntariado na índia, a família Espanhola, o Francês com o filho de 10 anos, os suecos que ficaram com os pés cheios de bolhas, os escuteiros de Coimbra que mostraram sempre sentido de solidariedade. Adorei, adorei, adorei!!!... Sei que todas estas pessoas saíram com a sua “fé” (o que quer que isso seja) mais forte.

Não esquecerei a companhia da Paula, as músicas da Elisa, a boa disposição da Sílvia, das conversas do Joaquim, das festas à noite, do deitar no beliche depois de cada caminhada, da felicidade entre Caldas de Reis e Padron, da felicidade nos olhos da minha mãe…

Procurava respostas, reflexão, esclarecimento, auto-sabedoria… queria atingir um “ponto”. Não consegui. “O Caminho” deu-me a clarividência de me posicionar no presente, arrumando o passado, para poder trabalhar para o futuro. O futuro será aquilo que quererei. Está tudo resolvido.

Acho que posso mesmo dizer, que nunca houve nenhuma experiência que me tenha enchido tanto como esta a nível espiritual. E começa já ali no Norte, de borla… É verdade que o meu joelho não gostou muito mas, pretendo fazer outro caminho de Santiago assim que me seja permitido.

Recomendo mesmo!

sábado, 23 de julho de 2011

Férias I

O caminho que vou percorrer na próxima semana... 120 Km!

"Caminhei tantos quilómetros para descobrir coisas que já sabia, que todos nós sabemos, mas que são tão difícies de aceitar.

 Existe algo mais difícil para o Homem, Senhor, que descobrir que pode atingir o Poder?
(...)
Poucos aceitaram o fardo da própria vitória: a maioria desistiu dos sonhos quando eles se tornaram possíveis. Recusaram-se a travar o Bom Combate porque não sabiam o que fazer com a própria felicidade, estavam por demais presos às coisas do mundo. Assim como eu, que queria encontrar a minha espada sem saber o que fazer com ela."

O Diário de um Mago, Paulo Coelho

MEM 2011


 Leiria
Foi tão bom recordar a cidade onde estudei... (re)descobri que tenho de mudar e praticar o modelo pedagógico mais gratificante para mim e para os meus alunos. Tenho de ter coragem e convicção... sei que terei o apoio deste grupo maravilhoso.
Agora, férias!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O que é o amor...

...Elogio ao Amor
“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”
Miguel Esteves Cardoso in Expresso

Santiago de Compostela

Os restos mortais do apóstolo Tiago foram resgatados pelos seus discípulos e levados até ao Norte de Espanha, onde foram sepultados.

Em 813, Peleio vê uma estrela que lhe sinaliza um túmulo no cimo do monte Libradón.  É aí encontrada uma arca em mármore e os restos mortais são atribuídos a Tiago. É erguida uma pequena igreja por Afonso III, começando assim a perigrinação. A igreja passa a basílica, e mais tarde, é transformada em catedral.

Santiago, como Roma e Jerusalém, passa a fazer parte da peregrinação cristã.
Existem vários caminhos: o Francês, o do Norte, o Inglês, o da Via de Prata, o de Finisterra e o Português.

Em 1588, para evitar o roubo dos restos mortais pelos piratas, o arcebispo San Clementino, esconde-os num local indefinido. Voltaram a ser encontrados, por acaso, em 1879, durante as obras à catedral.

João Paulo II, em 1982, ao visitar São Tiago de Compostela coloca o caminho de Santiago outra vez na rota cristã.
No “Diário de um Mago”, Paulo Coelho descreve o seu caminho até Santiago, impulsionando mais pessoas a realizarem este trajecto.

Para além da Fé, a busca interior é um dos propósitos para fazer o longo percurso.
É de certeza uma experiência para a vida…

Adaptado de Caminho Português de Santiago, Carlos Carneiro e Jorge Vassallo

sábado, 16 de julho de 2011

Mapas

"A nossa visão da realidade é como um mapa com o qual transpomos o terreno da vida. Se o mapa for verdadeiro e rigoroso, sabemos em geral onde estamos e, se decidirmos para onde queremos ir, sabemos em geral como lá chegar. Se o mapa for falso e pouco preciso, em geral perdemo-nos".

O caminho menos percorrido, M.Scott Peck
 


Certamente que este não é o livro ideal para ler neste momento. Requer tempo, dedicação e empenho para o auto-conhecimento que dele advém. Numa altura em que a literatura de viagens se impõe, custa parar de o ler.

Há 9 anos tive o primeiro contacto com ele, recomendado por uma grande amiga minha. Lembro-me que as primeiras páginas foram lidas na sala da casa alugada, quando trabalhei em Aljezur.

Gostei imenso, mas por alguma razão parei... emprestei-o semanas mais tarde a uma amiga, que sabia que estava a precisar mais dele, que eu.  Tinha razão. Por ter sido tão importante para ela, acabei por lhe o dar no aniversário. Fui incapaz de ficar com um livro que "dizia" mais a outra pessoa. Podia ter comprado o mesmo livro para lhe oferecer, mas não era a mesma coisa... aquelas tinham sido as páginas que a tinham ajudado a crescer.

Por razões que agora não interessam, voltei a comprar outro exemplar... depois de muitas vezes ele ter "tropeçado" em mim.

Cá estou eu a tentar rever o meu mapa... tenho de perceber para onde quero ir. Este livro é capaz de ser  importante  para levar nas férias. Lê-lo numa  esplanada, em Riga, não me parece nada mal.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O toque da Alma II

"A coragem de arriscar é a bitola com que se mede as pessoas."

Fabio Volo, O tempo que já não viverei

domingo, 26 de junho de 2011

You can't win, Charlie Brown «Green Grass»

http://lisboameninaemoca.blogs.sapo.pt/133253.html

O Toque da Alma I

" Já não estar com a pessoa com quem gostarias de estar significa estender refazer: uma data de coisas, uma data de pensamentos. Significa limpar, esfregar, desencrostar, apanhar, reordenar, deitar fora. Significa pregar pregos na parede, na madeira, no nada. Significa comprar coisas para preencher espaços vazios. Significa voltar atrás enquanto se lê um livro, porque não se consegue agarrar as palavras e, quando dás por isso, vais num ponto da história que não compreendes. Significa voltar atrás também com os DVD, carregar no Rewind, porque não percebeste o que se passou"



Fabio Viola, O tempo que já não viverei

Existem livros que nunca ouvimos falar. Entramos na livraria e miramos.
Somos atraídos por uma capa, por um título ou pelos dois. O gesto de rodar o livro em 180º tira as dúvidas.
Como é hábito, para quem teima em hesitar nas escolhas, dão-se várias voltas na esperança de encontrar "aquele" livro que nos vais arrebatar. Mas voltamos ao primeiro...

 Não há amor como o primeiro, pois não?

Bem, vou ali pendurar um quadro :)

Couch surfing

"Lisboa, 25 de Junho de 2011

O Verão precipitou-se do útero para o beijo e de tão inusitado nascimento, desatou num estado febril. Gostaria de caracterizar assim a nossa amizade, sem a febre, mas com a empatia imediata. Não é fácil estabelecer elos de amizade, quando é sabido que o interesse e o oportunismo prevalecem. Porém, desde que te conheci, de forma fácil irradiaste para mim carinho e amizade, nesse teu timbre doce e afável. A minha gratidão por essa atitude impedia que me atrevesse a entrar no teu mundo,porém cedi à tua insistência e eis-me aqui deleitado nesteacolhimento. Fi-lo com um certo pudor, pois sinto-me inibido quando invado o mundo dos outros, sobretudo se se tratam de pessoas com muito valor humano.

O calor que faz condiz com este ambiente. Fazes-me sentir bem, a tua casa transmite serenidade e é um mimo. Mas mais importante que isso, há um calor afectuoso que constrange, como se não fosse dele merecedor.
(...)

Da minha parte só me resta agradecer por confiares e partilhares um pouco mais do teu quotidiano e a hospitalidade, além das coisas que, por aqui meticulosamente dispostas, refletem ainda mais a tua essência.

Que estes nossos encontros não sejam uma prova de amizade, mas o ciclo natural do que uma amizade verdadeira já representa.

Nela sinto-me honrado e sei que tendo amizades assim, não haverão desditas que nos impeçam de ser felizes.

Estou ansioso por te receber outra vez :)

Um abraço, até breve

D.O."     

  

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Grandes Primeiras Frases

"Esta é a história mais triste que alguma vez ouvi."
O Bom soldado, Ford Madox Ford

"Da porta do La Crónica, Santiago contempla a Avenida Tacna, sem amor: automóveis, edifícios desiguais e desbotados, esqueletos de anúncios luminosos a flutuar na neblina, o meio-dia cinzento"
Conversa na catedral, Mário Vargas Llosa

"No dia seguinte ninguém morreu."
As intermitências da Morte, José saramago


1.ªChamada do Exame Nacional de Língua Portuguesa, 9.ºano

domingo, 19 de junho de 2011

Viagem

Esperei pacientemente pelo Expresso atrasado. O calor não me permitia ter outra reacção. Troquei as últimas impressões com a minha mãe, sobre o fds. E quando o dito transporte chegou, arrumei a única mala de mão e instalei-me confortavelmente.

Não bebi café. Precisava de recuperar alguma da energia gasta e do descanso que não tive, neste fds. Sim, iria dormir toda a viagem até chegar a Lisboa. Precisava de me concentrar na árdua tarefa de atribuir níveis (que é o que mais detesto de fazer na minha profissão).

Coloquei os phones e assim iniciei a viagem. Avaliei o fds e conclui com satisfação que tinha sido rentável. O tempo deu para tudo o que tinha planeado… estive com os amigos e com a família, e ainda conheci um bebé lindo, Santiago de seu nome.

Primeira paragem. Deixei passar a passageira ao lado que pensei que saía ali. Não, voltou com um livro. Fiquei desperta. Será que está a gostar? Também queria tanto ler aquele livro… Pergunto, não pergunto?... Estou a ser cusca? Se perguntar estou a entrar na privacidade dela?..

Perguntei. E a partir daí o sono desapareceu. Foi substituído por uma conversa empolgante sobre livros. Às impressões de n livros e escritores, seguiram-se sugestões. Não foi difícil saltar dos espaços físicos dos livros para as viagens, e de como as duas coisas se complementam. Ora, ali estavam duas maluquinhas por viagens e livros.

“Então, e de onde é?”… O riso tornou-se mais cúmplice. Afinal frequentamos sítios comuns e de certeza, que já nos cruzámos muitas vezes pela Vila Jardim. Falámos da política local, do sossego que nos transmite o cantar dos pássaros, no campo, e o prazer incondicional de viver numa cidade única como Lisboa.

Ainda bem que aquela senhora que tem idade para ser minha Mãe, se sentou naquele lugar. Não dormi, é verdade, mas fiquei tão “cheia” de vontade de viver, com força para vencer as adversidades, com ânsia de devorar livros e com pica para planear férias.

Quem me dera encontrar mais pessoas assim nos lugares-comuns que frequento todos os dias. Os dias seriam bem mais interessantes. E o melhor, é que acho que a sensação de riqueza é mútua.

Quanto ao livro… fiquei na dúvida! Ganhei mais umas dicas imperdíveis.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Espírito de Equipa

"Tal como em qualquer equipa, alguns jogadores, ou almas, têm posições chave. Estas almas gémeas, um grupo de quinze ou vinto e cinco almas, compõem o seu círculo interior. Ouviu bem - tem maisde uma alma gémea. Na verdade, pode ter várias! Estas são os seus familiares próximos, maridos ou esposas, amigos intímos e todos aqueles com quem tenha uma ligação forte e duradoura. Sente-se extremamente ligada ao seu círculo interior porque tem lições semelhantes a aprender nesta vida.
(...) Há pessoas que estão na nossa vida por um tempo, por uma razão ou para a vida toda. Ainda assim, quando conhece estas almas sente uma estranha familiaridade, como já as tivesse conhecido antes."

Conversa com espíritos, Rebecca Rosen

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Humildade

Porque às vezez é importante dar razão aos nossos sentimentos, mais que não seja com a ajuda do dicionário...
 
"humildade
(latim humilitas, -atis, pequenez, modéstia)
s. f.
1. Qualidade de humilde.
2. Capacidade de reconhecer os próprios erros, defeitos ou limitações. = modéstiaaltivez, arrogância, orgulho
3. Sentimento de inferioridade. = rebaixamento
4. Demonstração de respeito, submissão. = deferência, reverênciadesrespeito
5. Ausência de luxo ou sofisticação. = simplicidade, sobriedadeostentação
6. Pobreza, penúria."
 
In Priberam

Quando nasci já por cá andavam...


Não esquecerei o meu primeiro concerto no Coliseu. A vista era de um piso superior.

Era Um Amor

Por ser tão especial, esse Amor que Era, senta-nos numa cadeira, acalma-nos e permite-nos esperar.

Esperar com uma serenidade aparente e triste porque sabemos o que queríamos estar a viver.

Queríamos personificar aquele Amor que Era. E o que mais nos entranha é o sentimento que de vez em quando nos assalta e que nos confunde.

Aquele que Era um Amor, foi tão intenso, avassalador, cruel, ruim e bom, que já não sabemos se estamos sentados... ou se a solidão e a frustração já nos arrancaram dali.

Pedimos permissão à Alma para ficar mais um bocadinho, só mais um bocadinho à espera... Pode ser mais um bocadinho?... Afinal não Era um Amor, mas O Amor.

Só mais um bocadinho...