... nunca me senti tão feliz!
O Amor das PEQUENAS Coisas
segunda-feira, 6 de julho de 2015
sábado, 28 de setembro de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
O Elefante Evapora-se
“Era uma vez um rapaz e uma
rapariga que viviam num país distante. O rapaz tinha dezoito anos, a rapariga
dezasseis. Não se podia dizer que ele fosse especialmente bonito, e com ela a
mesma história. Eram apenas dois jovens solitários, à imagem e semelhança de
tantos outros. Com a diferença de que cada um deles acreditava piamente que,
algures no mundo, existia o rapaz e a rapariga cem por cento perfeitos para
eles. Sim, acreditavam num milagre. E o milagre tornou-se realidade.” (pág.77) O Elefante Evapora-se, por Haruki Murakami
Não, a história não acaba aqui…
terça-feira, 21 de maio de 2013
ALGUNS DIREITOS / MUITAS INGÉNUIDADES
Todas as crianças com mais de cinco anos têm direito a desabafar.
Todas as crianças até aos onze ou doze anos têm direito a andar grátis no
Carrossel quando estão de férias.
Todas as crianças que andam na escola têm direito a serem alegres, terem
amigos e a brincarem com os outros. Têm o direito a terem uma Professora que
não grite com elas.
Todas as crianças têm direito a ver o mar verdadeiro, especialmente em
dia de maré vazia.
Todas as crianças têm direito a, pelo menos uma vez na vida, escolher um
chocolate que lhes apeteça.
Todas as crianças têm direito a terem orgulho na sua existência.
Todas as crianças têm direito a pensar e a sentir como lhes manda o
coração, até serem velhas, aí com uns vinte anos.
Todas as crianças têm direito a terem em casa o Pai e a Mãe, os irmãos
(se houver) e comida. Se o Pai e a Mãe não conseguirem viver juntos têm direito
a que cada um respeite o outro.
Todas as crianças têm direito a deitarem-se no chão para ver as nuvens
passar, imaginando formas de todos os bichos do Mundo combinadas com as coisas
que quiserem (por exemplo, um cão a andar de patins ou uma girafa de orelhas
compridas).
Todas as crianças têm direito a começarem uma colecção não interessa de
quê.
Todas as crianças têm direito a chupar no dedo
indicador que espetaram num bolo acabado de fazer ou então lamber a colher com
que raparam a taça em que ele foi feito.
Todas as crianças têm direito a manterem-se acordadas até tarde numa
noite de Verão, na esperança de verem uma estrela cadente e pedirem três
desejos (a justiça devia fazer acontecer sempre pelo menos um).
Todas as crianças têm direito a comer a fatia do meio das torradas de pão
partidas em três.
Todas as crianças têm direito a escrever ou a falar uma linguagem inventada
por elas (ou que julgam inventada por elas), como por exemplo a «linguagem dos
pês»: «apa linpinguapalinpinguapagempem dospos pêspês».
Todas as crianças têm direito a imaginar o que vão querer fazer quando
foram grandes (habitualmente coisas extravagantes) e a perguntar aos adultos «o
que queres fazer quando fores pequenino?»
Todas as crianças têm direito a dormir numa cama só sua, sentindo o
cheiro de roupa lavada, e a terem um espaço próprio na casa, pelo menos a
partir de um ano de idade.
Todas as crianças têm direito a passear na rua tentando pisar apenas o
empedrado branco (ou só o preto); em opção, têm direito a fazer uma viagem
contando quantos carros vermelhos passam na faixa contrária.
Todas as crianças meninos têm o direito a, pelo menos uma vez na vida,
perguntar a uma menina «queres ser minha namorada?» e todas as crianças meninas
têm direito a pelo menos uma vez na vida, responder «sim, quero».
Todas as crianças têm o direito a ouvir um adulto contar pelo menos uma
destas histórias: Peter Pan, O Principezinho ou O Príncipe Feliz.
Todas as crianças têm direito a ter alegria suficiente para imaginar
coisas boas antes de dormirem e depois, a sonharem com elas.
Todas as crianças têm direito a ter um boneco de peluche preferido,
especialmente quando velho, já lavado e mesmo com um olho a menos.
Todas as crianças (especialmente se já adolescentes) têm direito a usar
os ténis preferidos, mesmo que rotos e com cheiro tóxico.
Todas as crianças têm direito a poder tomar banho sozinhas e a
experimentar mergulhar na banheira contando o tempo que aguentam sem respirar.
Todas as crianças têm direito a jogar aos polícias e ladrões, preferindo
inevitavelmente serem ladrões.
Todas as crianças têm direito a ter um colo onde se possam sentar,
enroscar como numa concha e receber mimos.
Todas as crianças têm direito a nascer iguais em direitos.
Todas as crianças têm direito a conhecer o sítio onde nasceram e a
visitá-lo livremente.
Todas as crianças têm direito a não ficar sozinhas a chorar.
Todas as crianças têm direito a viver num País que tenha um Ministério da
Infância e Juventude, que olhe verdadeiramente pelo seu crescimento afectivo e
bem-estar interior (sem preconceitos adultocêntricos ou hipocrisias com ares de
cromo abrilhantado).
Todas as crianças têm direito a acreditar que têm um adulto que olha por
elas e as ama sem condição prévia (nem que seja o Nosso Senhor).
Todas as crianças têm direito a viver felizes e a ter paz nos seus
pensamentos e sentimentos.
Pedro Strecht
segunda-feira, 11 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Cancelled
“…
Na verdade nunca deixámos de acreditar em nós e por isso estivemos
pacientemente desencontrados durante todo este tempo. É altura de resgatar os nossos
sonhos, desejos e expectativas que deixámos em lume brando há algum tempo atrás
e voltar a trabalhar, acreditar e a sonhar.
Estamos
a viver os melhores anos da nossa vida e se o fizermos com a pessoa que mais
nos faz sonhar, com a qual mais gostamos de rir, conversar, de cumprimentar com
um beijo todas as manhãs, então só podemos agradecer ao destino o facto de
estarmos a viver esses anos com a pessoa mais especial que esse destino nos
podia ter reservado.”
Tantas
vezes escrito, tantas vezes sentido… tanta desilusão, tanto sofrimento. A
vontade mudou, os sentimentos também. E passaram mais 6/7 meses dos melhores
anos da nossa vida…
“Se
é forçado não vale a pena”.
Concordo.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Onde está você agora?
Sozinho
Caetano Veloso
Às vezes no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado
Juntando o antes, o agora e o depois
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho
Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém
Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela, de repente, me ganha?
Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?
Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado
Juntando o antes, o agora e o depois
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho
Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém
Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela, de repente, me ganha?
Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?
Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?
Lei da Alma Humana
“Quando a alma emocional recebe
um golpe que fere, mas que não mata o corpo, a alma parece restabelecer-se ao
mesmo tempo que este; mas isto é apenas aparente, não passa do mecanismo de um
hábito reassumido; lentamente, muito lentamente, a ferida da alma começa a
fazer-se sentir, como uma chaga que se torna mais profunda e dolorosa, até que
recobre toda a psique; e quando julgamos que recuperámos e esquecemos, surgem
outros efeitos, terríveis, mais agudos do que nunca.”
D.H. Lawrence, O Amante de Lady Chatterley
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
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