terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mais uma Pérola de Lisboa

"Numa das melhores vistas da cidade, encontra um restaurante género cantina de escola. Mas onde a comida é boa. Caseira e simples. Croquetes, filetes e rissóis são aposta segura.
Tv. do Ferragial, 1, Segunda-sexta 12.00- 15.00"
Time Out, n.º226, Janeiro de 2012



É um sítio muito informal onde parece que estamos a ser servidos na cantina da escola por umas senhoras "avózinhas" super simpáticas. O local é simples, mas o terraço... a extensão de Tejo que se vê é incrível! A comida é mesmo caseira. Se parece muita no início, depressa se percebe que se devia ter pedido mais... Nada de coisas elaboradas, mas deliciosas.

Que bom conhecer esta Lisboa... um sítio que só serve pequenos-almoços e almoços durante a semana. É uma pena, com aquele encanto...
Para partilhar em dias como este... Agora, Trabalhar!!!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Há muito, muito tempo...


"The personal realization is less or more successful consonant to the contact that we have with other people.
We are all touched and transformed by the relations, the encounters and circumstances of our life.
These two premises are applied with property to the addressee of this testimonial.
Certain people with who we cross in the long of our life leave us a mark of its personality, of its particular knowledge, of its enchantment and its form of looking at the world.
Sometimes they do it without the minimum diffidence of the effect that have in us. Other times they do it in a way more closed and drawn out. They look us with attention, in depth and without inhibitions as if a very old close knowledge bound the two people.
In the real and true encounters we leave our defenses and the shame of show who we really are, what we feel and confess what we really would like to happen in our life.
Thus, some meeting of the life have a proper magic and are perpetual important. These meeting mark us and transform us by the beneficial effect of its presence, traces of character and interests that, in the deep, are connected with our true essence.
We admire the way that they are courageous and free, its revolt, the daring of thinking in a different way of the others, but also we admire the love for the life, the dreams or the simple pleasure of observe our nature and look for to know it s secrets...
Thank you for this  meeting ."

Diário de Bordo

Depois de uma overdose de conversas e troca de carinhos que só os amigos do coração conseguem dar, a noite passada foi uma desgraça. Para além de me deitar a horas impróprias para quem se levanta às 07.20 da manhã, tive imensos pesadelos. Por vezes tive a sensação de ter um ratito (de 1,78m) na minha cozinha, de volta das nozes e da bolacha Maria… É o que faz dar guarita a amigos esfomeados J

Adormeci a custo, gelada… acordei ainda a mais custo. Com uma dor de cabeça. Pensei “Isto hoje vai ser complicado!”

Como todas as segundas-feiras, pelas turmas que tenho e pela sequência das aulas, este é o pior dia da semana. No segundo bloco da manhã, estava a tentar identificar o miúdo mais mal educado da turma em questão. Em véspera de teste, apenas 2 ou 3 estavam com atenção na aula. Seguinte… No terceiro bloco, por sinal também revisões para a ficha de avaliação, rebentou a enxaqueca que ameaçava eclodir desde que coloquei a ponta do dedo grande do pé fora da cama. Lá tomei o belo do comprimido vermelho. A coisa acalmou, mas não ficou a 100%.

Quando finalmente tocou para a saída (sim, porque não são só alunos que de vez em quando olham para o relógio e pensam “Nunca mais!”), tempo para tratar de papelada…

A seguir, almoço em casa seguido de um merecido descanso no sofá…

J és uma querida. Eu falei muito… com a mania que sei alguma coisa. Eu também gostei muito do nosso sol… quentinho. Vamos repetir muitas vezes. Beijinho”

E ali, à beira do Tejo, com vista para a Torre de Belém, comprovei que as conversas são como as cerejas, sobretudo quando o gosto é partilhado por quem as tem. Podem ser conversas triviais, mas quando se aprende e ensina alguma coisa, é sempre muito bom.
O café foi mesmo aqui. Recomendo, apesar da tabela de preços quase proibitiva…

Seguiu-se mais uma sessão de formação no Pavilhão do Conhecimento, sobre espaços eco marinhos.
Hoje tivemos a presença de Eduardo Salavisa, que nos relatou o estudo que fez sobre diários gráficos.


Foi um verdadeiro prazer privar com este senhor. Quando folheava o seu diário gráfico, sentia que violava o seu espaço, o seu lado mais íntimo...

Um trabalho para seguir com atenção.

Lembrei-me de no outro dia, o Tobias Caramelo me falar/ alertar para a importância de registar as minhas vivências, as minhas viagens. Na altura pensei que escrever sobre a minha vida para gerações futuras não faria sentido… não tenho filhos. Mas hoje apercebi-me que escrever sobre os sentimentos, momentos vividos, viagens marcantes, etc, cristaliza-os de alguma forma, mais que não seja para mim própria.

Nos últimos anos guardo registos em blogs e em cadernos. Escrever, muitas vezes, “desembaraça” a mente. Tenho ainda registo de episódios das viagens que faço. É verdade que quando os volto a ler, sinto emoções e por vezes, quase cheiros. Sinto-me transportada para o momento.

Cheguei a casa, perdi-me na cozinha a fabricar uma bela sopa de couve-flor, depois de um banho retemperador…

Mesmo quando parece que um dia vai ser cinzento, carregado de má energia, é necessário acreditar… que o sol pode ser muito quentinho e partilhado!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A outra margem

"Um travesti que perdeu o gosto pela vida é confrontado com a alegria de viver de um adolescente com síndrome de Down".

Vale mesmo a pena ver este filme de Luís Filipe Rocha. A prestação dos actores é excelente, a fotografia é intensa e o enredo envolvente.

Gostei de ser assim surpreendida. São boas, as sugestões da Judite :)

Hoje será "Oito vidas por um título".

domingo, 22 de janeiro de 2012

Amizade

"Quando sabemos com exactidão que fizemos um amigo? Um amigo não se faz, acontece e depois conserva-se. Nalguns casos em águas de bacalhau, noutros em banho-maria e noutros ainda em formol, depedendo do grau de amizade ou se a amizade estiver em vias de extinção.
Se for axioma, amigo é como amor em construção (perpétua). Se for haiku (poeminha japonês) então dá "amigo, melhor coisa do mundo". Na linguagem da alta matemática: amigo + amor = mundo."
Tiago Salazar, in Fugas, de 21 de Janeiro de 2012


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O rapaz da bicicleta

A melhor parte desta sessão de cinema foi mesmo depois do "Fim" ter surgido na tela. A conversa
na rua. O filme é interpretado de acordo com a infância e sensibilidade de cada um. Também assim conhecemos as pessoas.
Trata-se de um filme com carências sequenciais, o que o torna pouco verosímil. Apesar de ter boas prestações, é um fraco candidato ao óscar.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Istambul

Próximo destino!


Depois de uma tarde cheia de reuniões de treta, esta é uma notícia muito boa!
Mesmo assim, ainda estou um pouco com a neura...

Como é que se Esquece Alguém que se Ama?

 Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Começo a perceber alguma coisa de relações… finalmente.


As relações são aquilo que as pessoas fazem delas, com mais ou menos intensidade. Com mais ou menos dedicação.Com mais ou menos amor.
Mas também é verdade, que há sinais nas relações que são universais.

Já não é a primeira vez que assisto a um ritual estranho. Não é de acasalamento, se bem que para muitos funciona como um reforço para a relação. Acho que é mais um grito camuflado de quem o pratica e que não o é capaz de admitir.

Quando se está numa relação há algum tempo, as coisas tendem a esfriar. Se calhar já não se dá tanta atenção ao parceiro, a rotina instala-se e, de forma muito sublime, começa a pairar a dúvida se de fato aquela pessoa é mesmo a pessoa com quem queremos estar de mão dada junto à lareira, daqui a uns 40 anos…

Geralmente, começa-se a dar atenção a outras pessoas. Repara-se na colega de sorriso simpático, na vizinha de curvas interessantes, nos momentos passados com a ex-namorada… Começa-se então um jogo de sedução que, há partida, não tem nada de mal. Sorriso para cá, piada para lá, sms com sentido dúbio, cafés encabulados… o ego começa a subir! Mas as coisas não podem avançar… alguém está comprometido! Esta é a fase mais empolgante. É quando se sente de novo o sabor da paixão!

O problema começa quando existem valores que não permitem que se passe das piadas. Aquele que está a ficar com o Ego em alta continua a enganar-se a si mesmo e pensa “Não quero nada com a Y. A X (minha namorada) é a mulher da minha vida. Eu e a Y somos só amigos”.

(As personagens desta história vão ser o A, X, Y e até o Z e o W)

Pode acontecer que a Y nem sequer saiba da existência da X. (Já assisti aos dois casos.)

Se a Y sabe da existência da X e está apaixonada, deixa-se levar pela cantiga do galã… Quem sabe, acabou de o conhecer e acha que ele pode deixar a namorada. Ali está uma pessoa interessante.

Se a Y não sabe da existência da X começa a achar que vai começar um conto de fadas… mas não percebe porque é que as coisas não rolam. Claro, que o jeitoso pode ou nunca contar que existe a X.

E aqui é a mais hilariante e triste, ao mesmo tempo… Muitas vezes, aquele que está a sufocar e que obviamente não está completamente satisfeito com a relação que tem, vira-se para a Y e diz-lhe, que apesar de estar a adorar conhecê-la, tem namorada. Reforça ainda que a Y sempre soube da X.

Ou revela a Y, a existência da X. E aí, a Y aproveita-se do tipo ou manda-o dar uma curva (ainda podemos aqui acrescentar o Z, namorado da Y…)

A X não sabe que existe a Y e vai continuar feliz da vida. Não sabe o que se passa, mas o A anda muito mais dedicado… Houve uma fase que parecia ausente, mas agora a paixão está de novo ao rubro… aquele é o Homem da sua vida. Chegou o momento certo para casar… ou até ter filhos.

Sim, o A como não queria nada pela Y (só sentir o coração a bater de novo), voltou (inconscientemente) arrependido e quer reaver o (pseudo) amor da sua vida. Ou então, só queria mesmo sentir-se de novo em “alta”.

Acho que ainda não vi o fim cor-de-rosa deste filme… O A conhece a Y, apaixona-se, põe em causa os sentimentos por Y e percebe que não é a mulher da sua vida. A Y apaixona-se por A. Começa uma história de amor…

Uma dica para os “A’s” não se enganarem a si próprios e perceberem se estão a pisar a linha… Quando começam a dizer às “Y’s” aquilo que não gostavam que as “X’s” dissessem aos "W's"…

Esta até é uma história engraçada... tenho mesmo pena de não ter o dom da escrita!

Chega de frio!

Chuva, por favor!

Tenho saudades de adormecer no quentinho da cama com o som da chuva e do vento...

domingo, 15 de janeiro de 2012

Esta noite...

...sonhei que casava contigo.

Um casamento muito simples e com muita pouca gente: apenas nós e o notário.

Um casamento cheio de amor, confiança, muita alegria e certeza de que estávamos a fazer o que nos estava destinado... Foi um momento tão mágico! Fico emocionada só de o sentir.

Ainda bem que sonhamos. Às vezes têm-se a sensação de ter (e viver) uma vida paralela. Mas é apenas um sonho!!!


Há coisas que nunca mudam...

Como é possível tanta brutalidade numa só pessoa?...

Como a Martinha diz, só temos é que ter muito orgulho naquilo que somos!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tempo para ler...

A vida é um dom…

 Quero ter tempo para preparar as minhas aulas, para desenvolver projetos diferentes na escola, para ter a casa arrumada, para ir ao cinema, para ir ao ginásio, para dar explicações, para preparar adequadamente essas explicações, para ir jantar com os amigos e conhecer restaurantes, para fazer formações, para dormir, para ler, para navegar na net, para conhecer novas pessoas, para me dedicar à família, para convidar os meus amigos para provarem os meus cozinhados, para partilhar um copo de vinho e uma tábua de queijos, para dançar, para ir a São Simão, para me deixar fascinar pela cidade, para telefonar às pessoas de quem mais gosto, para me perder na Baixa, para ir apanhar sol, para ter conversas viciantes,  para cuidar de mim, para cuidar dos que cuidam de mim, para cuidar de quem gosto...

Cada vez acredito mais nisso. Que a vida é um DOM. Muitas vezes sinto-me frenética para poder viver e absorver tudo. Nestas alturas, como hoje, nada melhor que me fechar na cozinha e cozinhar… Fico pronta para acalmar e viver mais (intensamente e genuinamente) umas horas.


domingo, 1 de janeiro de 2012

Resolução 2012

1- Ser melhor filha e neta.
2- Nunca deixar de ser honesta para mim e para os outros.
3- Estar e ter sempre presente os amigos.
4- Amar e ser amada incondicionalmente.
5- Eu e todos aqueles que me rodeiam terem saúde.
6- Assistir à felicidade em todos aqueles que me rodeiam.
7- Fazer felizes os outros e a mim própria.
8-
9- Viver desafogadamente a nível económico.
10- Realizar com sucesso todas as viagens programadas.
11- Continuar a obter o máximo prazer a nível profissional.
12- Racionalmente... sonhar, sonhar, sonhar!!!