Os restos mortais do apóstolo Tiago foram resgatados pelos seus discípulos e levados até ao Norte de Espanha, onde foram sepultados.
Em 813, Peleio vê uma estrela que lhe sinaliza um túmulo no cimo do monte Libradón. É aí encontrada uma arca em mármore e os restos mortais são atribuídos a Tiago. É erguida uma pequena igreja por Afonso III, começando assim a perigrinação. A igreja passa a basílica, e mais tarde, é transformada em catedral.
Santiago, como Roma e Jerusalém, passa a fazer parte da peregrinação cristã.
Existem vários caminhos: o Francês, o do Norte, o Inglês, o da Via de Prata, o de Finisterra e o Português.
Em 1588, para evitar o roubo dos restos mortais pelos piratas, o arcebispo San Clementino, esconde-os num local indefinido. Voltaram a ser encontrados, por acaso, em 1879, durante as obras à catedral.
João Paulo II, em 1982, ao visitar São Tiago de Compostela coloca o caminho de Santiago outra vez na rota cristã.
No “Diário de um Mago”, Paulo Coelho descreve o seu caminho até Santiago, impulsionando mais pessoas a realizarem este trajecto.
Para além da Fé, a busca interior é um dos propósitos para fazer o longo percurso.
É de certeza uma experiência para a vida…
Adaptado de Caminho Português de Santiago, Carlos Carneiro e Jorge Vassallo
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