"Lisboa, 25 de Junho de 2011
O Verão precipitou-se do útero para o beijo e de tão inusitado nascimento, desatou num estado febril. Gostaria de caracterizar assim a nossa amizade, sem a febre, mas com a empatia imediata. Não é fácil estabelecer elos de amizade, quando é sabido que o interesse e o oportunismo prevalecem. Porém, desde que te conheci, de forma fácil irradiaste para mim carinho e amizade, nesse teu timbre doce e afável. A minha gratidão por essa atitude impedia que me atrevesse a entrar no teu mundo,porém cedi à tua insistência e eis-me aqui deleitado nesteacolhimento. Fi-lo com um certo pudor, pois sinto-me inibido quando invado o mundo dos outros, sobretudo se se tratam de pessoas com muito valor humano.
O calor que faz condiz com este ambiente. Fazes-me sentir bem, a tua casa transmite serenidade e é um mimo. Mas mais importante que isso, há um calor afectuoso que constrange, como se não fosse dele merecedor.
(...)
Da minha parte só me resta agradecer por confiares e partilhares um pouco mais do teu quotidiano e a hospitalidade, além das coisas que, por aqui meticulosamente dispostas, refletem ainda mais a tua essência.
Que estes nossos encontros não sejam uma prova de amizade, mas o ciclo natural do que uma amizade verdadeira já representa.
Nela sinto-me honrado e sei que tendo amizades assim, não haverão desditas que nos impeçam de ser felizes.
Estou ansioso por te receber outra vez :)
Um abraço, até breve
D.O."
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