segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Começo a perceber alguma coisa de relações… finalmente.


As relações são aquilo que as pessoas fazem delas, com mais ou menos intensidade. Com mais ou menos dedicação.Com mais ou menos amor.
Mas também é verdade, que há sinais nas relações que são universais.

Já não é a primeira vez que assisto a um ritual estranho. Não é de acasalamento, se bem que para muitos funciona como um reforço para a relação. Acho que é mais um grito camuflado de quem o pratica e que não o é capaz de admitir.

Quando se está numa relação há algum tempo, as coisas tendem a esfriar. Se calhar já não se dá tanta atenção ao parceiro, a rotina instala-se e, de forma muito sublime, começa a pairar a dúvida se de fato aquela pessoa é mesmo a pessoa com quem queremos estar de mão dada junto à lareira, daqui a uns 40 anos…

Geralmente, começa-se a dar atenção a outras pessoas. Repara-se na colega de sorriso simpático, na vizinha de curvas interessantes, nos momentos passados com a ex-namorada… Começa-se então um jogo de sedução que, há partida, não tem nada de mal. Sorriso para cá, piada para lá, sms com sentido dúbio, cafés encabulados… o ego começa a subir! Mas as coisas não podem avançar… alguém está comprometido! Esta é a fase mais empolgante. É quando se sente de novo o sabor da paixão!

O problema começa quando existem valores que não permitem que se passe das piadas. Aquele que está a ficar com o Ego em alta continua a enganar-se a si mesmo e pensa “Não quero nada com a Y. A X (minha namorada) é a mulher da minha vida. Eu e a Y somos só amigos”.

(As personagens desta história vão ser o A, X, Y e até o Z e o W)

Pode acontecer que a Y nem sequer saiba da existência da X. (Já assisti aos dois casos.)

Se a Y sabe da existência da X e está apaixonada, deixa-se levar pela cantiga do galã… Quem sabe, acabou de o conhecer e acha que ele pode deixar a namorada. Ali está uma pessoa interessante.

Se a Y não sabe da existência da X começa a achar que vai começar um conto de fadas… mas não percebe porque é que as coisas não rolam. Claro, que o jeitoso pode ou nunca contar que existe a X.

E aqui é a mais hilariante e triste, ao mesmo tempo… Muitas vezes, aquele que está a sufocar e que obviamente não está completamente satisfeito com a relação que tem, vira-se para a Y e diz-lhe, que apesar de estar a adorar conhecê-la, tem namorada. Reforça ainda que a Y sempre soube da X.

Ou revela a Y, a existência da X. E aí, a Y aproveita-se do tipo ou manda-o dar uma curva (ainda podemos aqui acrescentar o Z, namorado da Y…)

A X não sabe que existe a Y e vai continuar feliz da vida. Não sabe o que se passa, mas o A anda muito mais dedicado… Houve uma fase que parecia ausente, mas agora a paixão está de novo ao rubro… aquele é o Homem da sua vida. Chegou o momento certo para casar… ou até ter filhos.

Sim, o A como não queria nada pela Y (só sentir o coração a bater de novo), voltou (inconscientemente) arrependido e quer reaver o (pseudo) amor da sua vida. Ou então, só queria mesmo sentir-se de novo em “alta”.

Acho que ainda não vi o fim cor-de-rosa deste filme… O A conhece a Y, apaixona-se, põe em causa os sentimentos por Y e percebe que não é a mulher da sua vida. A Y apaixona-se por A. Começa uma história de amor…

Uma dica para os “A’s” não se enganarem a si próprios e perceberem se estão a pisar a linha… Quando começam a dizer às “Y’s” aquilo que não gostavam que as “X’s” dissessem aos "W's"…

Esta até é uma história engraçada... tenho mesmo pena de não ter o dom da escrita!

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