Começo a descobrir o prazer de acabar o fim de semana com uma ida ao cinema. Ultimamente, os domingos têm servido para dormir a manhã na cama e para preparar muito do trabalho de casa, para a semana que se segue. Ao final do dia tenho acrescentado um bom filme.
Na semana passada vi “Os Descendentes” com bons pormenores, com um desempenho magnífico do George Clooney, um guião que pode surpreender em alguns momentos e umas cenas que quase nos apanham na curva, com a lágrima a querer saltar "Goodbye my love, goodbye my friend, goodbye my pain..."
Hoje, depois do filme terminar, fiquei colada à cadeira. Foram muitas as emoções. A história de lealdade do cão e do Mordomo. A história de Amor, que apesar de todos os contratempos, consegue sobreviver e esbater o maior problema, que muitas vezes são (eles próprios) os que amam.
Julgo que “O Artista” tem 11 nomeações. Todas elas merecidas.
Os sentidos ficam em alerta. Não é preciso ler os diálogos mas é preciso reter o significado das expressões acompanhados por uma revigorante e interpretativa banda sonora.
Adorei o desempenho dos actores principais… e do cão. Deveria estar nomeado para um Óscar.
Estão sublimes os pormenores cómicos que surgem em momentos dramáticos e de tensão.
Estão deliciosos os momentos de ausência de banda sonora e a parte final.
Fiquei agradavelmente surpreendida por um filme mudo me encantar tanto pela expressividade, envolvência, pelas diferentes amplitudes conseguidas e pelas consequentes reflexões desenvolvidas.
Vale a pena terminar um fim de semana assim… que nos faz acreditar nos finais felizes do amor e da vida.
Quando se quer, tudo se consegue :)


Sem comentários:
Enviar um comentário